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... que a solidão não pernoite
sem escavar estrelas
que a angústia desperte
a amplitude dos vôos
que os presságios dissipem
o cerne das incertezas
que a vida permita a inércia
mas impulsione a correnteza!
Entre as alegrias que tive desde que enveredei pelo mundo blogueiro, ter uma coletânea de poemas publicados na GERMINA (Revista de Literatura) foi o que mais me tocou. Eu nem sequer conhecia a editora, Mariza Lourenço, mas ela viu alguns cometários da Fantástica Márcia Maia (Tábua de Marés e Mudança de Ventos) sobre meus textos e acabou me convidando a enviar alguns. Quando os vi nas páginas da revista, me senti recebendo o Jabuti de literatura!
Também a Márcia, no blog Alfabeto, inseriu um poema meu. E o Balaio Vermelho, de Moacy Cirne, vez ou outra, me faz feliz demais, publicando meus textos! Mês passado foi a vez do Nel Meirelles, do Fala Poética também me deixar de bem.
Obrigado a Todos!
Pena de (sua) Morte
Uma lágrima é a única luz
no nunca-mais desse túnel
sinalizando o milagre
de subviver
ao tempo multpiplicado
no horizonte da ausência
desaguando na sombra
gerada nos confins dessa falta
repete-se a pergunta
cujo eco é resposta:
por que a angústia se precipita
em franca delizadeza?
(poema publicado em http://www.germinaliteratura.com.br/crosa.htm)
aos meus pés
retornam todas as mensagens
numa conspiração de marés
necrópole
esses mapas
sem minas
a esperança foi só mais um hit
para a dança das garrafas
do último verão
tirando manhã
tarde, noite
e madrugada
não tenho medo
de quase nada!