papelpassado

a ver com poesia

1

de
abril

baile à fantasia

  

todo espelho reflete

o ancoradouro do tempo

balé de rugas

o riso grisalho

olhares camicases:

tropel… desabrigo… turbilhão.

  

cataclismas regados a álcool

enuviando o cotidiano

na reeleição de enganos

desenganos… de enganos…

  

publique-se saldo e extrato:

nesta senda há somente contramão

e a saída dá para um lado inexato

e vão.

 

Arquivado em: Sem categoria I

13 Comentários »

  1. Comentário por Moacy — 1 de abril de 2006 (23:41)

    Meu caro: Mais do que um baile à fantasia, temos um poema à fantasia, com espelhos que refletem ancoradouros temporais e palavras exatas no tecido social da poesia. Um abraço.

  2. Comentário por Edilson Pantoja — 1 de abril de 2006 (23:52)

    Oi, Camilo! Bela maneira de abordar uma das situações-limite mais aflitivas! Obrigado pela passagem no Albergue!

  3. Comentário por theo — 2 de abril de 2006 (3:19)

    camilo querido,
    que belo poema… numa vida tao atribulada como esta, venho beber poesia em teu armazém…
    saio satisfeito sempre.
    um grande abraço!

  4. Comentário por pedro pan — 2 de abril de 2006 (10:12)

    , bailes à fantasia. bailar em letras-palavras-frases. inté desanuviar.
    |abraços meus|

  5. Comentário por marcos pardim — 2 de abril de 2006 (21:00)

    Camilo, meu caro. Muitíssimo obrigado. A bem da verdade, menos pela visita e mais pela oportunidade de por ela ter sido possível aprender os caminhos que me trouxeram até aqui. Como não sabia que teria a me esperar um baile à fantasia, vim assim mesmo: ao natural - que não deixa de ser uma senhora fantasia. E que também não me impossibilita de dizer-te: que ótimo poeta encontrei aqui. 1 grande abraço.

  6. Comentário por Márcia — 3 de abril de 2006 (10:20)

    com certeza… com certeza…
    um beijo daqui.

  7. Comentário por tiago — 3 de abril de 2006 (14:55)

    “olhares camicases (…)” adorei isso, rapaz. abraço.

  8. Comentário por S a Y ô — 3 de abril de 2006 (14:59)

    Os bailes à fantasias constumam ser reveladores. Assim como a poesia tambem.
    Manoel de Barros diz :
    ” Poema é lugar onde a gente pode afirmar que o delírio é uma sensatez”
    Minha primeira vez aqui.

  9. Comentário por Jana — 4 de abril de 2006 (10:01)

    espelho só reflete desejos contidos. sinto medo desses desejos refletidos, uma rua de mão única, sem saída.

  10. Comentário por Rubo Jünger Medina — 5 de abril de 2006 (8:36)

    Camilo, até os olhos, que são o espelho da alma, refletem tudo isso.
    Abraços

  11. Comentário por tiago — 5 de abril de 2006 (10:29)

    pô meu chapa, valeu pelo comentário lá. abraço.

  12. Comentário por Francisco Sobreira — 5 de abril de 2006 (18:35)

    Camilo: Devido à pressa, passo por aqui para agradecer a suaa visita ao “Luzes”. Depois, com tempo e calma, lerei com atenção o seu blogue. Um abraço.

  13. Comentário por Rubo Jünger Medina — 5 de abril de 2006 (21:06)

    infelizmente seu blog é mto complic. pra deixar coment. Deixo no meu, abaixo. Pena q não consegui deixar aqui…

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