papelpassado

a ver com poesia

18

de
março

picadeiro

 

uma alegria encomendada

por uma arquibancada deserta

banaliza o inesperado

 

entre um vaso de porcelana senil

que colhe as lágrimas do leão

e os destroços

de sua própria assombração

jaz um ex-palhaço

 

há máscaras dilatando

a fiação do tempo

na dança dos trapézios

decadentes.

 

Arquivado em: Sem categoria I

3 Comentários »

  1. Comentário por Márcia — 27 de março de 2007 (22:10)

    que bom que voltou, Camilo! e o livro? beijo feliz.

  2. Comentário por Iara — 8 de abril de 2007 (17:31)

    Fiquei muito feliz com sua visita na minha Janela, Camilo!
    Já ouvi muito falar sobre você e, confesso que, te lendo, tive mais curiosidade em conhecê-lo…
    Amei esse lugar, o lugar dos teus versos! Adorei, em particular, (dos que me lembro agora), os versos curtinhos sobre a senhora que, de tão luxuosa, tinha pérolas nos rins! de uma sagacidade sintética incrível!
    Sim, sou a primeira dama do taberneiro e mãe de seu filho que daqui a uns oito meses virá.
    O filho é mais uma poesia que vamos tecendo por essa vida. Tanta poesia, meu deus, tantos poetas. Você, um dos preferidos!
    Um forte abraço!

  3. Comentário por wescley — 11 de abril de 2007 (15:36)

    Oi, Camilo! Tive contato com o teu livro através de Théo…Gostei imenso de toda a concepção. Bonito mesmo. Grande abraço.

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