30
de
junho
toda amizade
na medula de toda amizade
vácuos despreenchem lacunas
na história de toda amizade
o tempo
tensinona laços
e distende nós
toda amizade se depura
no sangue frio
do desbotamento
onde o (des)tino
é monobrista
a eternidade dos sentimentos
é seu permanente desfazer-se


Comentário por Moacy — 1 de julho de 2007 (11:37)
Meu caro, pensei que você tivesse desativado seu blogue. Acabo de ver que não;sendo assim, resolvi homenageá-lo no Balaio. Um abraço.
Comentário por Márcia — 30 de julho de 2007 (11:15)
Ai, Camilo, esses dois últimos versos chegam a doer.
Um beijo grande.
PS- menino, me diz onde encontro seu livro.
Comentário por Davanzate Nazário de Medeiros — 11 de agosto de 2008 (10:37)
Caro Camilo, não sei se você lembra de mim,não sei se estou entre o vácuo ou a lacuna,mas gostei muito de te encontrar.
um abraço.
Davanzate