papelpassado

a ver com poesia

1

de
abril

baile à fantasia

  

todo espelho reflete

o ancoradouro do tempo

balé de rugas

o riso grisalho

olhares camicases:

tropel… desabrigo… turbilhão.

  

cataclismas regados a álcool

enuviando o cotidiano

na reeleição de enganos

desenganos… de enganos…

  

publique-se saldo e extrato:

nesta senda há somente contramão

e a saída dá para um lado inexato

e vão.

 

25

de
março

prece atirada sobre as horas escorregadias

  

… que a solidão não pernoite

sem escavar estrelas

  

que a angústia desperte

a amplitude dos vôos

  

que os presságios dissipem

o cerne das incertezas

  

que a vida permita a inércia

mas impulsione a correnteza!

 

18

de
março

Germina

 Entre as alegrias que tive desde que enveredei pelo mundo blogueiro, ter uma coletânea de poemas publicados na GERMINA (Revista de Literatura) foi o que mais me tocou. Eu nem sequer conhecia a editora, Mariza Lourenço, mas ela viu alguns cometários da Fantástica Márcia Maia (Tábua de Marés e Mudança de Ventos) sobre meus textos e acabou me convidando a enviar alguns. Quando os vi nas páginas da revista, me senti recebendo o Jabuti de literatura!

Também a Márcia, no blog Alfabeto, inseriu um poema meu. E o Balaio Vermelho, de Moacy Cirne, vez ou outra, me faz feliz demais,  publicando meus textos! Mês passado foi a vez do Nel Meirelles, do Fala Poética também me deixar de bem.

Obrigado a Todos!

  

Pena de (sua) Morte

 

Uma lágrima é a única luz

no nunca-mais desse túnel

sinalizando o milagre

de subviver

ao tempo multpiplicado

no horizonte da ausência

  

desaguando na sombra

gerada nos confins dessa falta

repete-se a pergunta

cujo eco é resposta:

  

por que a angústia se precipita

em franca delizadeza?

  

(poema publicado em http://www.germinaliteratura.com.br/crosa.htm)

11

de
março

saideira

        

aos meus pés

retornam todas as mensagens

numa conspiração de marés

           

necrópole

esses mapas

sem minas

        

a esperança foi só mais um hit

para a dança das garrafas

do último verão

 

4

de
março

de medo

 

tirando manhã

tarde, noite

e madrugada

não tenho medo

de quase nada!

 

 

28

de
fevereiro

pagina inaugural

O blog anterior me deu alguma satisfação e muita chateação… sempre fora do ar!

Agora, aqui, espero retomar os contatos e a alegria de dividir algum sentimento poético.

vamos ver…

 

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